sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Obama nomeia Gene Sperling para liderar conselheiros económicos

O presidente dos EUA, Barack Obama, nomeia hoje Gene Sperling para dirigir o Conselho Económico Nacional, substituindo assim Larry Summers por um veterano político da era da administração Clinton, diz a presidência dos EUA em comunicado.
A nomeação de Sperling é parte de um conjunto de mudanças nos mais altos cargos económicos da administração Obama, pouco depois de a oposição do Partido Republicano ter passado a controlar a câmara baixa do Congresso norte-americano, e quando o presidente dos EUA começa a preparar a campanha para a reeleição, em 2012.
Sperling, de 52 anos, já tinha liderado o Conselho Económico Nacional dos EUA, debaixo do então Presidente Bill Clinton, e sucede a Larry Summers, que no mês passado deixou as funções, após dois anos no cargo.
O Conselho Económico Nacional coordena a política económica da administração americana e avalia os possíveis efeitos das novas leis, o que dá a Sperling maior poder, num altura em que a Casa Branca precisa de negociar com os republicanos para passar políticas económicas.
Hungria e UE querem impedir que lei de imprensa afete Presidência do bloco


A Presidência da União Europeia (UE), exercida atualmente pelo Governo húngaro, empreende esforços para apaziguar os ânimos suscitados pela polêmica lei de imprensa da Hungria, buscando que este assunto não prejudique o semestre de Budapeste na liderança do bloco europeu. A Hungria tinha assegurado que a prioridade de sua Presidência seria a economia, mas as críticas internacionais contra uma lei que pode restringir a liberdade de imprensa no país ocultaram os demais assuntos da agenda neste início de semestre.
O presidente da Comissão Europeia - órgão executivo da UE -, José Manuel Durão Barroso, destacou nesta sexta-feira em entrevista coletiva em Budapeste que a lei será modificada se essa for a opinião de uma investigação europeia e elogiou a disposição ao compromisso do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban.
"A lei será modificada se a Comissão, depois da revisão apropriada e legal do texto, determinar que em algum ponto ela não se adequa às exigências europeias", ressaltou Barroso.
Ele enfatizou que "o princípio da liberdade de imprensa é sagrado na UE", assim como o do pluralismo dos meios de comunicação.
O próprio Orban reconheceu nesta quinta-feira o "mal começo" da Presidência húngara, já que as críticas à lei deixaram em segundo plano as prioridades europeias de Budapeste para o semestre.
O primeiro-ministro húngaro, ciente de que prolongar este debate seria prejudicial, expressou nesta sexta-feira em entrevista coletiva o empenho da Hungria em evitar danos políticos do assunto. "Faremos tudo para que esta discussão não dificulte a Presidência".
A lei em questão foi criticada tanto na Europa quanto pela oposição na Hungria por estabelecer um conselho com amplos poderes para regular a mídia, composto por membros nomeados pelo partido governista conservador Fidesz. Teme-se que a ação do órgão possa limitar a liberdade de imprensa.
A nova entidade fiscalizadora tem a competência de impor multas de até 750 mil euros aos meios de comunicação que atentem contra a "moral pública", um conceito vago que permite uma ampla interpretação por parte do órgão e, por isso, os receios seriam de que ele pudesse servir de mordaça contra as opiniões críticas aos interesses do Governo.
Por outro lado, Barroso e Orban concordaram que as prioridades mais importantes da Presidência húngara serão as econômicas, destacando a introdução do chamado "semestre europeu", pelo qual os Governos da UE terão de antecipar o envio a Bruxelas das principais linhas dos orçamentos nacionais para o ano seguinte.
O presidente da Comissão Europeia afirmou que a Hungria possui enorme responsabilidade no âmbito econômico e que é preciso "uma Europa forte", para o qual serão necessárias "amplas respostas" e uma maior coordenação.
Neste sentido, a alta representante de Política Externa e Segurança Comum da UE, Catherine Ashton, destacou nesta sexta-feira, também em Budapeste, a importância da unidade no continente em momentos de crise. "Não são 27 países que falam um só idioma, mas há uma mensagem que se pronuncia em 27 vozes".
Também no que se refere à harmonização pan-europeia dos impostos sobre certas atividades financeiras houve sintonia entre Budapeste e Bruxelas neste primeiro encontro.
"Estamos a favor de uma aproximação comum sobre um imposto aos bancos e, se possível, às atividades financeiras", ressaltou Barroso.
Um campo em que a Hungria espera sucessos neste semestre à frente da UE é a integração ao bloco da Croácia, país balcânico que deve concluir as negociações de adesão no final da Presidência húngara.
Budapeste também quer chegar a um acordo em prol da melhor integração social da minoria cigana do continente.
A Hungria conta com um Governo conservador presidido por Orban, líder do partido Fidesz, que nas eleições legislativas de abril passado obteve maioria de mais de dois terços no Parlamento do país.

Mudanças anunciadas no governo de Cuba




Segundo informações divulgadas na noite de quinta-feira pela imprensa cubana, o presidente Raúl Castro realizou três mudanças no governo da ilha comunista. As mudanças, que incluem o corte de 500 mil empregos estatais, ocorrem em um momento onde o regime debate uma série de medidas para modernizar o sistema socialista e deixá-lo mais eficiente.

Ainda de acordo com o comunicado oficial, o comandante Ramiro Valdéz Menéndez, de 78 anos, membro "histórico" da Revolução, deixa o cargo de ministro de Informática e Comunicações, mas segue como vice-presidente. O posto será ocupado pelo general Medardo Díaz Toledo, engenheiro de 48 anos. Valdéz Menéndez terá a função de supervisionar vários ministérios, como o próprio Informática e Comunicações, Construção e Indústria Básica.

Fidel Figueroa de la Paz foi afastado do cargo de ministro da Construção. A destituição aconteceu porque houveram "erros cometidos na função", segundo o comunicado. O ministério será comandado por René Mesa Villafana, um engenheiro civil de 52 anos que é presidente do Instituto Nacional de Recurso Hídricos (INRH) desde 2007. Inês María Chapman Waugh, de 44 anos, foi nomeada presidente do INRH com status de ministra.

Desde que assumiu o poder após a doença do irmão Fidel, Raúl Castro já fez várias mudanças ministeriais. Em 2009, ele determinou a saída do Executivo de quatro vice-presidente e oito ministros.
Exército israelense mata palestino na Cisjordânia


O Exército israelense matou nesta sexta-feira um palestino de 66 anos durante uma batida na cidade de Hebron, na Cisjordânia, para prender cinco membros do Hamas que foram libertados na quinta-feira pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), informaram fontes médicas. Omar Suleiman Salim Qawasmi, de 66 anos, morreu após receber vários tiros, destacaram as fontes à agência palestina "Ma''an".
Os soldados entraram em seu edifício para prender um membro do Hamas e, por motivos ainda desconhecidos, atiraram várias vezes contra o homem, que estava desarmado.
Segundo um de seus filhos, o Exército matou seu pai em seu próprio quarto e levou o corpo antes de entregá-lo ao Crescente Vermelho.
"Os soldados entraram em nossa casa quando minha mãe estava rezando. Eles a colocaram no quarto do meu irmão deficiente físico, entraram no quarto do meu pai e atiraram nele. Deixaram o edifício após prender o homem do Hamas, que mora no primeiro andar", disse à agência "Ma''an".
Ele acredita que os militares "pensaram que o membro do Hamas vivia no segundo andar e abriram fogo ao entrar no quarto" de seu pai "sem verificar sua identidade".
O Exército israelense afirmou à Efe que investiga o incidente.
Qawasmi é tio de Wael Al-Bitar, um dos homens do Hamas que Israel buscava, destacou à Efe a mulher de Al-Bitar.
A vítima residia no mesmo bairro que os cinco militantes do Hamas, segundo outro morador da região.
Os cinco tinham sido libertados na quinta-feira por ordem do presidente palestino e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, após a greve de fome de 40 dias que mantiveram em uma prisão em protesto por sua detenção sem julgamento por "motivos de segurança" não explicitados.
Por outro lado, a aviação militar israelense bombardeou na madrugada desta sexta-feira um "centro de atividade terrorista" e um túnel subterrâneo no norte e no sul de Gaza, respectivamente, informou o Exército em comunicado.
O Exército ressaltou que o objetivo do túnel era permitir que milicianos palestinos entrassem em Israel para realizar ataques.
Segundo Israel, os bombardeios aéreos são uma resposta ao lançamento de foguetes de Gaza.
Os bombardeios israelenses e os foguetes palestinos não deixaram vítimas


Fogos de artifícios podem ser a causa da morte de milhares de pássaros nos EUA Barulho teria assustado as aves que não estão acostumadas a voar à noite. Outros casos ainda estão sendo investigados. Os cientistas asseguram que não há nada de sobrenatural nessas mortes. Foram registrados ainda casos de mortandade de peixes e carangueijos em várias partes do mundo. Os especialistas dizem que são fatos isolados, sem ligação um com o outro. Os casos de mortes de pássaros foram em quatro estados próximos uns dos outros: 450 em Louisiana, alguns no Texas, 5 mil no Arkansas, 100 no Tenesse e mais centenas de pássaros mortos no Kentucky. Uma parte do mistério já foi solucionada. Especialistas disseram que os pássaros morreram no Arkansas na virada do ano por causa dos fogos de artifício. O barulho teria assustado as aves, que saíram do abrigo delas na madrugada, voando. Como elas não têm visão noturna boa e não têm o hábito de voar à noite, acabaram batendo em árvores e casas. Os outros casos ainda estão sendo investigados. A diretora do departamento nacional de conservação de pássaros dos Estados Unidos disse que os animais vivem em grupos grandes de mais de 100 mil e que a morte de algumas centenas não seria anormal. Ela reforça que as mortes devem ter sido provocadas pela ação do homem: choques com caminhões, linhas de alta tensão, árvores e janelas com vidros espelhados.

Bactérias digerem metano do vazamento do BP em tempo recorde

Fenômeno contradisse previsões de que gás permaneceria no mar do Golfo do México por muitos anos

Compartilhar:

Foto: AP
Imagem de maio de 2010 mostra mancha deixada por vazamento de petróleo no Golfo do México
O acidente na plataforma de petróleo Deepwater Horizon, controlada pela BP, em abril do ano passado no Golfo do México resultou num enorme desastre ambiental e também em uma descoberta que intrigou cientistas e que pode contribuir para previsões sobre as mudanças do clima.
De acordo com estudo, as 200 mil toneladas de metano liberadas nas águas do Golfo foram digeridas por bactérias em apenas 120 dias. A descoberta feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia e Texas A&M é relatada em estudo publicado hoje no periódico científico Science.
Em junho de 2010, a equipe de pesquisadores das universidades realizou a primeira expedição pela região do acidente e encontrou metano nas águas profundas do Golfo do México acima do solo marinho. Neste mesmo mês foram medidos os índices de consumo de metano por bactérias. A conclusão dos pesquisadores na época era de que o gás persistiria por muitos anos naquela área.

Porém, nas três expedições subseqüentes, o cenário mudou. “Entre agosto e outubro, nós tivemos mais três expedições e descobrimos que todo o metano foi consumido por bactérias em apenas 120 dias”, disse ao iG John Kessler, professor do departamento de oceanografia da Universidade Texas A&M, que participou do estudo.
O grupo de pesquisadores sugere que houve aumento muito grande na população de bactérias (Methylococcaceae, Methylophaga e Methylophilaceae), que transformam o gás metano em gás carbônico. “Elas não foram detectadas em nossa expedição de junho e a população cresceu 36% até o mês de setembro”, disse.
Kessler avalia que o rápido consumo do gás tem duas implicações diferentes. “O metano corresponde a 30% do peso do material despejado na tragédia e agora podemos dizer que este material foi consumido e não está mais nas águas do Golfo. Outra questão importante é que a liberação natural de metano por fendas do solo marinho, que não tem capacidade de influenciar as mudanças climáticas”, disse.
EUA: dois pacotes explodiram em Maryland
Por Redacção

Dois pacotes explodiram, quinta-feira, em edifícios governamentais do estado norte-americano de Maryland, a menos de uma hora da sede da administração de Barack Obama, em Washington. Ninguém ficou ferido.

Segundo fonte governamental, em declarações à WTOP Radio, um dos pacotes explodiu no Jeffrey Building, em Annapolis, e outro no Departamento de Transportes de Maryland, em Hanover. A mesma rádio adianta que todas as operações de correio foram suspensas devido ao incidente.